quinta-feira, 10 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Primal Source de Usman Haque
Usman Haque desenvolve instalações, ambientes interativos, projeta sistemas arquitetônicos que ele chama de expandidos. No texto "Arquitetura, interação e sistemas", publicado na Revista AU, Arquitetura e Urbanismo, é possível entender um pouco mais de sua interatividade.
A obra Primal Source, de Haque, é uma instalação/performance e foi realizada na praia da cidade de Santa Monica, California, com duração de uma noite. Aproximadamente 200.000 pessoas participaram ao longo da noite. A instalação cria uma espécie de miragem, que se torna visível em vapor d'água, controlada (frequência, amplitude, movimentação) pelos sons produzidos (ou não) pelo público.
Hélio Oiticica e os Penetráveis
Hélio Oiticica foi um artista performático, pintor, escultor. É um artista cuja produção se destaca pelo
caráter experimental e inovador e suas obras pressupõem uma ativa
participação do público.
Hélio radicalizou a relação do espectador com a obra de
arte com seus Penetráveis, labirintos, feitos de diversos materiais e texturas
(areia, asfalto, terra, água, tecido, cordas, plantas, etc), que deviam ser
percorridos gerando experiências sensoriais. Tais obras geraram polêmica nos
anos 60, quando não era comum o conceito de instalação. A
Tropicália apresentada na exposição Nova Objetividade Brasileira, no MAM/RJ, é
considerada o apogeu de seu programa ambiental - é uma espécie de labirinto sem
teto que remete às relações sociais e às sensações das favelas brasileiras. Depois que o compositor Caetano Veloso (1942)
usou o termo tropicália como título de uma de suas canções, ocorrem
diversos desdobramentos na música popular brasileira e na cultura que ficam
conhecidos como tropicalismo. Nos Penetráveis, a obra depende da interação para existir, explora todos os sentidos do espectador e acaba levando, suavemente, à interação entre as pessoas.
Penetrável Invenção da Luz, 1978
Projeto Filtro, 1972
Tropicália, 1967
Penetrável PN1, 1960
Éden, 1969
domingo, 29 de abril de 2012
Cosmococas!
Cosmococas é o nome dado por Hélio Oiticica e Neville d'Almeida a uma série de obras datadas de 1973, que constituem ambientes sensoriais com projeções de slides, trilha sonora e diversos elementos táteis. No Inhotim uma galeria foi projetada especialmente para abrigar as 5 cosmococas. O edifício, quando visto de baixo, é constituído por enormes blocos de pedra, passando uma sensação de quebra da paisagem. Quando visto do alto, é uma continuação suave da natureza, explorando o desnível do terreno. O projeto buscava uma forma labiríntica para que não existisse uma hierarquia entre as portas e entre os 5 ambientes. Mas o caminho acaba por conduzir as pessoas a uma das portas, deixando as outras "abandonadas". Logo na entrada deve-se retirar os sapatos, forçando o visitante a sair pela mesma porta que entrou (para buscar seus sapatos). O hall interior é escuro e baixo, criando uma sensação de indeterminação e curiosidade sobre o que há dentro de cada cosmococa.
As imagens projetadas (capas de jornal, disco, livro) foram retocadas com cocaína, plagiando as linhas de contorno de rostos contraculturais (Luis Buñuel, Yoko Ono, Marilyn Monroe, Jimi Hendrix). Essas imagens modificadas tornaram-se públicas num momento de violência do tráfico de drogas. A cocaína foi tomada como pigmento, mas também era usada na trilha da ideologia libertária dos anos 60/70, contra as convenções burguesas, como elemento transgressor. Apesar de o próprio nome cosmococa já fazer referência à droga, Neville diz que eles quiseram usá-la como um mero pigmento: "Ela era uma droga mas passou a ser apenas um pigmento branco. Alguém por acaso quer saber a marca da tinta de uma quadro?"

A CC1 "Trashiscapes" foi criada em 13 de março de 1973. A imagem-base é a capa da "New York Times Magazine" com o cineasta espanhol Luis Buñuel. O começo se dá com a sala escura e a audição de Dominguinhos e Luis Gonzaga. Já com as imagens sendo projetadas ouve-se Pífanos de Caruaru, Jimi Hendrix, Stockhausen e sons da rua. No chão, colchonetes e travesseiros, além de lixas de unha.
A cosmococa 3, "Maileryn", já foi exibida em 1998. O título mistura Norman Mailer e Marilyn Monroe no mesmo nome, já que foi fotografando o livro de Mailer dedicado à atriz que a dupla fez sua homenagem a Marilyn. Num chão de vinil que cobre ondas de areia, balões de ar coloridos são espalhados para que o público brinque. A trilha sonora é de YMA Sumac.
Na CC4, batizada de "Nocagions", a piscina é o espaço onde os visitantes podem literalmente mergulhar para assistir a uma projeção de fotos, de uma capa de disco de John Cage e outros objetos, simultaneamente em duas paredes.E ouvir uma trilha sonora do próprio Cage. Toalhas ficam à disposição do público.
Em "Hendrix-war", a CC5, as imagens de Jimi Hendrix cobrem toda a sala e o espectador pode se instalar em redes enquanto vê e ouve o guitarrista.
As imagens projetadas (capas de jornal, disco, livro) foram retocadas com cocaína, plagiando as linhas de contorno de rostos contraculturais (Luis Buñuel, Yoko Ono, Marilyn Monroe, Jimi Hendrix). Essas imagens modificadas tornaram-se públicas num momento de violência do tráfico de drogas. A cocaína foi tomada como pigmento, mas também era usada na trilha da ideologia libertária dos anos 60/70, contra as convenções burguesas, como elemento transgressor. Apesar de o próprio nome cosmococa já fazer referência à droga, Neville diz que eles quiseram usá-la como um mero pigmento: "Ela era uma droga mas passou a ser apenas um pigmento branco. Alguém por acaso quer saber a marca da tinta de uma quadro?"

A CC1 "Trashiscapes" foi criada em 13 de março de 1973. A imagem-base é a capa da "New York Times Magazine" com o cineasta espanhol Luis Buñuel. O começo se dá com a sala escura e a audição de Dominguinhos e Luis Gonzaga. Já com as imagens sendo projetadas ouve-se Pífanos de Caruaru, Jimi Hendrix, Stockhausen e sons da rua. No chão, colchonetes e travesseiros, além de lixas de unha.
A CC2 "Onobject" foi criada em 12 de agosto de 1973. A imagem-base é a capa do livro "Grapefruit" de Yoko Ono. O chão é feito de espuma, assim como objetos (cubos, cones, cilindros, etc). Ouve-se Yoko Ono e sons de telefone.
A cosmococa 3, "Maileryn", já foi exibida em 1998. O título mistura Norman Mailer e Marilyn Monroe no mesmo nome, já que foi fotografando o livro de Mailer dedicado à atriz que a dupla fez sua homenagem a Marilyn. Num chão de vinil que cobre ondas de areia, balões de ar coloridos são espalhados para que o público brinque. A trilha sonora é de YMA Sumac.
Na CC4, batizada de "Nocagions", a piscina é o espaço onde os visitantes podem literalmente mergulhar para assistir a uma projeção de fotos, de uma capa de disco de John Cage e outros objetos, simultaneamente em duas paredes.E ouvir uma trilha sonora do próprio Cage. Toalhas ficam à disposição do público.
Em "Hendrix-war", a CC5, as imagens de Jimi Hendrix cobrem toda a sala e o espectador pode se instalar em redes enquanto vê e ouve o guitarrista.
Croquis das Cosmococas
CC1 "Trashiscapes":
CC5 "Hendrix-war":
CC4 "Nocagions":
hall:
Vista externa da galeria:
vista do 'terraço':
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Objeto interativo
O objeto permite uma brincadeira com os elásticos, presos e esticados nas varetas, e com as sombras projetadas no papel translúcido na parte superior. O brilho dos leds é controlado por um elástico, preso a um potenciômetro, desta maneira a pessoa pode controlar a luz enquanto brinca.
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